O ECUMENISMO NO BRASIL – Parte 2

(Qual deve ser a posição da Igreja de Cristo?)

                Graça e Paz!!! Dando continuidade ao exame do ‘ecumenismo’ à luz da Bíblia, quero apresentar material de pesquisa do Pastor Adelino, com a sua devida autorização, e mostrar fatos ocorridos e registrado deste movimento aqui no Brasil pela impressa.

                Em 10 de dezembro de 1948, foi aprovada a Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Assembléia Geral das nações Unidas (ONU), estando o Brasil entre os países signatários. Colaborando na celebração do 30º aniversário desse importante documento, a Coordenada Ecumênica do Serviço (CESE) apresenta a Declaração, juntamente com alguns textos bíblicos e pronunciamentos oficiais de igrejas cristãs. A evidente afinidade entre a Declaração, o pensamento da igreja e a Palavra de Deus servirá de estímulo para que esta publicação seja estudada em todas as comunidades relacionadas com a igreja.

                A CESE foi fundada a 13 de junho de 1973, em Salvador, Bahia, com a participação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Igreja Episcopal do Brasil, Igreja Evangélica Pentecostal “O Brasil para Cristo”, Igreja Metodista, Missão Presbiteriana do Brasil Central, com o apoio do Conselho Mundial de Igrejas. A CESE tem como objetivo: “estudar, pesquisar, assistir, avaliar, promover e coordenar projetos destinados a promoção da vida integral do homem na sociedade, nos moldes da fé cristã, sem descriminação social, econômica, religiosa ou racial”.

                Numa matéria do Jornal do Commercio, da cidade do Recife, no dia 02 de outubro de 1997, com o título: Pastores levam apoio histórico a dom Eugênio. O texto dizia o seguinte:

Pastores das igrejas protestantes históricas reuniram-se ontem com o cardeal-arcebispo do Rio, D. Eugênio Sales, para manifestar seu repúdio a qualquer protesto à visita do papa João Paulo II organizado por igrejas neopentecostais. De acordo com o Pr. Mozart de Noronha Melo, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil – que preparou um documento de apoio ao papa – , o encontro foi motivado por declaração de integrantes de igrejas neopentecostais à imprensa em  nome dos protestantes. “essas declarações são levianas e irresponsáveis”, disse Melo. “Esses evangélicos não representam os protestantes no Brasil”. Segundo ele, “protestantes e católicos estão juntos nesta caminhada ecumênica, representada pela vinda de João Paulo II ao Rio”.

Melo disse ainda que os pastores das igrejas protestantes históricas “estão apreensivos” com as possíveis intervenções que os neopentecostais possam fazer durante a passagem do papa pela cidade. “Estamos irmanados com D. Eugênio e a Igreja Católica e as posições radicais não representa o espírito do protestantismo”.

O pr. Luterano enfatizou que os protestantes não negam suas diferenças com os católicos, mas argumentou “devemos ser irmãos nas diferenças”. Ele classificou os grupos que hostilizam o papa de fanáticos e xiitas. “Eles acham que têm o monopólio do Espírito Santo e não aceitam nenhum tipo de diálogo”.

O pr. Norbert Ellinger, da Igreja Evangélica Luterana do Rio, também no encontro, disse que sente “muito mais próximo da Igreja Católica do que de certas igrejas evangélicas que vendem aos fiéis a salvação da alma”. Segundo ele, essa prática, do século XVI foi razão da criação de uma igreja comandada por Lutero.

Em uma outra matéria da Revista Vinde, de setembro de 1997, um texto que fala sobre o movimento ecumênico no Brasil, com o título: “O diálogo ecumênico”, nos diz o seguinte:

Qualquer evangélico com o mínimo de orientação pentecostal sabe que é praticamente impossível pronunciar em sua igreja a palavra “ecumenismo”. Como os evangélicos não são formados apenas por aqueles que crêem nos dons do Espírito Santo, o diálogo ecumênico entre católicos e protestantes encontra espaço nas igrejas evangélicas consideradas históricas ou tradicionais – como a Luterana, Anglicana, Metodistas, Batista e Presbiteriana. Setores daquelas igrejas no Brasil participam há pelo menos duas décadas dos esforços mútuos, entre católicos romanos e evangélicos, por uma aproximação em torno de pontos comuns, que revertam os traumas causados pela reforma protestante, a maior cisão da história do cristianismo.

Embora o ecumenismo entre católicos e evangélicos tenha se consolidado na década de 60, através do Conselho Mundial de Igrejas, foi somente através do Conic (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs), fundado em 1982, que se viu avanços concretos no diálogo entre as duas religiões. O pesquisador André Mello, do Iser (Instituto  de Estudos da Religião), lembra que, além do ensino religioso nas escolas, o debate sobre unidade na missão evangelizadora e a questão dos direitos humanos são outros fatores que unem católicos e evangélicos abertos ao diálogo inter-religioso.

Perdão recíproco – Além da atuação do Conic, há igrejas protestantes que estão abertas ao diálogo com os católicos, por iniciativa de suas próprias entidades. O presidente da Igreja de Confissão Luterana no Brasil, pastor Humberto Kircheim – denominação com 1,2 milhão de membros – conta que a Federação Luterana Mundial é o órgão que mantém diálogo com a Igreja Católica. Ele informa que está para ser concluída uma declaração conjunta acerca das excomunhões praticadas na época da Reforma e da justificação pela graça e pela fé. “A Federação Luterana Mundial é o órgão que tem iniciado esforços de aproximação com os católicos”, lembra Kircheim, que parece pouco se importar com a reação contrária de boa parte do segmento pentecostal, menos aberto a conversa com católicos.

Um dos poucos, senão o único líder pentecostal que atuou no Conselho Mundial de Igrejas foi o pastor Manoel de Mello, fundador da Igreja O Brasil para Cristo, já falecido, que se notabilizou por alguns pioneirismos. Numa das reuniões do Conslho, na Suiça, Manoel teria dito o seguinte ao papa João Paulo II: “Nosso diálogo poderia ser muito melhor se o senhor abrisse mão da infalibidade, do culto aos santos e a Maria e aceitasse a Cristo como seu único Salvador”. O papa riu.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s